Análise Spezia 1x4 Juventus

Juve sobra em campo e atropela Spezia com show particular de CR7

Eu insisto muito no 3-5-2 utilizado contra a Sampdoria no primeiro jogo da Serie A. Vi um potêncial fora do comum pela segurança defensiva, na intensidade de jogo tanto marcando quanto jogando e no volume ao atacar. Porém, só vimos ele se repetir depois desse dia, no banner apresentado na tela de escalação antes dos jogos começarem, porque na pratica não o vimos mais. Houve uma insistência por parte do nosso maestro em colocar sempre uma organização do 4-4-2. Não criticando. Mas era ele que estava presente nos últimos tropeços.

Nesse domingo, 1, tivemos a oportunidade de ver novamente o    3-5-2 na pratica e isso ficou evidente quando nos primeiros 15 minutos apertamos o Spezia no campo deles com uma serie de jogadas avolumadas em nosso campo de ataque. Pirlo colocou Arthur como o primeiro volante, não para marcar e sim para fazer a saída de bola, já que os alas iriam avançar bem e preencher o ataque. Necessitaria de um meia com o passe refinado para fazer a ligação. Os outros dois meias robustos MCKennie e Bentancur mesclavam técnica(Pouca), força e dinâmica ao setor de ataque com Morata e Dybala se movimentando bastante.

Entretanto, nem tudo são flores, no primeiro tempo vimos Arthur com muita dificuldade de transitar a bola, principalmente depois do gol trabalhado da Juve e assinalado por Morata. O ritmo e intensidade do time também caiu e com isso o Spezia se insinuou no jogo e até empatou.

Na segunda etapa os ajustes foram feitos, os poucos e pequenos resquícios de espaços que geravam jogadas para o Spezia foi cessado e mesmo em marcha lenta a Juventus conduzia a jogo com domínio. E quando tirou Dybala, que em maior parte do tempo estava perdido, e colocou Cristiano Ronaldo, o homem certo para a posição, não durou muitos minutos para o robozão anotar o dele e novamente dar a vantagem do placar para a equipe Bianconera.

MCKennie e Bentancur deixaram seus respectivos ritmos caírem e foi necessário a troca. Entraram Rabiot, que marcou o terceiro gol de forma categórica e Ramsey que com condicionamento incompleto não agregou tanto, apenas deu o gás necessário para dar continuidade.

Com um pênalti em Chiesa e Robozão de cavadinha, o placar foi sacramentado. Um jogo consistente, com novas ideias, diferente daquele 4-4-2 que reveza com 4-4-1-1 que tem as jogadas delimitadas apenas pelas beiradas. O retorno do 3-5-2 trouxe alternativas na criação, seja os alas apoiando os homens de frente, aos meias se apresentando melhor, e até aos atacantes melhores abastecidos.

Contundo, pegamos um time abaixo dos padrões, o Spezia. Apesar de organizado. Ganhar era obrigação. A questão estava exatamente na forma que iria ganhar. Se fosse aquele um a zero apertado e apático, poderia até ser questionado. Todavia, esta vitória deixou claro o quão Cristiano é importante e também o quão o time nessa organização produz mais e tem mais segurança.

Eu digo, repito e insisto! Pirlo deve acreditar na formação que ele mesmo esboçou e conseguiu reforçar o elenco. O 3-5-2.

Saudações Bianconeras